Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

(47) Ericeira - Meu berço, à flor do mar

ERICEIRA – Meu berço, à flor do mar

 

 

 

Oh, minha terra, do “mar salgado”

do ar lavado, das calçadinhas

do sol mais louro

ancoradouro das andorinhas.

 

Terra das pombas, filhas das ondas

em turbilhão

asas erguidas, cruzes perdidas

na imensidão.

 

Terra das praias d´areais louros

dos miradouros, a cada canto

Manhãs de bruma, tardes d´espuma

do meu encanto.

 

Oh, minha terra das penedias

das invernias, tanta aflição

bravas nortadas

fúrias eivadas de maldição.

 

Calvários brancos, sabe Deus quantos

no mar sem fim

dores apagadas, santificadas

rogai por mim.

 

Terra d´ esperanças

onde eu de tranças, bibe de folhos

me vi crescer

cobre os meus olhos

quando eu morrer.

 

 

 

 

Maria da Assunção Freire

publicado por poesiaemrede às 00:54
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5 comentários:
De poetaporkedeusker a 7 de Fevereiro de 2008 às 12:22
Excelente poema de rima livre! Cheio de musicalidade
e com um q.b. de poesia popular mas muito longe da banalidade e da metáfora já gasta!
Parabéns!
De Anónimo a 27 de Fevereiro de 2008 às 15:10
O seu comentário ao meu poema Ericeira, à flor do mar vale muitíssimo mais do que os 150 euros, a que me “candidatei”.
No momento em que o li, entraram nos bolsos do meu atormentado e solitário ego, pelo menos, 1.500 milhões de euros.
Como nunca soube lidar com o vil metal, estou sem saber o que fazer de tantos euros.
Palpita-me que você também não saberá. Nesse caso, queime-os e deite as cinzas num qualquer mar que seja seu, juntamente com a minha gratidão.
Como não desisto de esperar o impossível, talvez aconteça o milagre dessa gratidão vir a repetir-se renascida das cinzas, como a Fénix.



Maria Assunção Freire


Tel Móvel: 960244819
Tel Fixo : 217143563
De poetaporkedeusker a 27 de Fevereiro de 2008 às 15:39
Muito obrigada fico eu pela sua gratidão! Como estou adoentada e com falta de tempo para gerir a minha vida, os meus blogs e este "pico de criatividade poética" que ando a atravessar, registo este comentário e... depois nos encontraremos! Obrigada!
De Parabéns! a 18 de Março de 2008 às 00:14
O seu poema não me deixou indiferente... Tem algo de belo que não consigo explicar. Parabéns!
De Maria Assunção Freire a 25 de Março de 2008 às 16:57
Se gostou muito obrigada.
Se é concorrente vote em mim.
Se não Boas Festas e Viva a Poesia.

Telefone: 217143563

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