Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

(55) Besteiras - Uma Pequena Aldeia

Besteiras - Uma pequena aldeia

 

Fiz de uma pequena aldeia ribatejana

Tingida pelo verde intenso da serra

O chão donde minha alma emana,

O meu lar e a minha querida terra.

 

Fiz do verde intenso dos pinheiros

Refúgio dos meus encantos e ilusões,

Neles escrevi páginas de livros inteiros

Feitos de sonho, fantasia e recordações.

 

Fiz do chão onde nascem belas flores

E do ar sempre leve, fresco e puro

O maior de todos os meus amores,

As raízes do meu passado e futuro.

 

Fiz do cheiro da terra em noite de luar

O perfume dos lençóis da minha cama,

Fiz dele a melodia que paira no ar

Sempre que a saudade acende a sua chama.

 

Fiz de uma pequena aldeia ribatejana

A minha esperança, a luz do meu viver,

Fiz dela o chão donde minha alma emana

A raiz de amor que jamais posso esquecer.
 
Hisalena
publicado por poesiaemrede às 00:42
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11 comentários:
De poetaporkedeusker a 12 de Fevereiro de 2008 às 17:28
Cheias de ternura, estas trovas. E com beleza, também. Com um nadinha mais de trabalho dariam
líndissimos decassílabos. Mas longe de mim coartar a liberdade poética! É que às vezes os poemas até são bonitos mas perdem a musicalidade por falta de conhecimentos de métrica. E quando olhamos para quadras esperamos encontrar redondilhas ou decassílabos. Em relação à poesia de rima livre... adoro poesia de rima livre, mas, para os menos prevenidos, garanto que é muito mais díficil conseguir UM BOM POEMA DE RIMA LIVRE ou mesmo sem rima, do que uma trova ou um soneto...
Resumindo: quem quer escrever poesia de rima livre deverá "vesti-la" livremente. Quem quer escrever soneto deve "vesti-lo" discretamente mas a rigor. Quem quer fazer trova deve obedecer à redondilha da quadra popular ou ao decassílabo. Isto é só para bem dos autores menos experientes e da própria poesia. Apenas um alerta. Porque a poesia quer-se, realmente,livre... mas só quando se sabe o que isso é!
Beijinhos e escreva mais, muito mais!
De Hisalena a 14 de Fevereiro de 2008 às 14:34
Agradeço o seu comentário. Qualquer criticas construtiva feita com conhecimento e sobretudo com educação é sempre bem vinda.
Obrigada
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2008 às 14:53
Fico muito feliz e reconhecida pela sua aceitação. A sua poesia é, realmente, líndissima e muito sentida.
Gostei mesmo muito!
De Não têm nada a ver com isso a 20 de Fevereiro de 2008 às 16:03
Até tá fixe mas podiam pôr mais poemas e com algum jeito de preferência
De poetaporkedeusker a 20 de Fevereiro de 2008 às 16:17
Eu sei que não tenho nada a ver com isso, mas cada autor só pode concorrer com um soneto. Está no Regulamento. E já que o comentário veio parar à minha cx de correio, aproveito para dizer que há, aqui, poemas que até são mt bons!
Abençoados!
De George Carvalho a 15 de Fevereiro de 2008 às 23:48
Venho agradecer-te pelo teu comentário à minha poesia. E, maravilhado, pude observar o encanto da tua: melancolica e cheia de saudosismo...
Abraços!
De Ideiafix a 22 de Fevereiro de 2008 às 00:04
Nasci na aldeia das Besteiras e, como tal, fiquei surpreendido por encntrar na net um poema sobre aquele lugar perdido no Portugal profundo.
Hoje mesmo coloquei um post no meu blog sobre as Besteiras que pode ser visto em htttp://serra-mar.blogspot.com.
É a alma do campo!
Parabéns pela poesia.
De Hisalena a 24 de Fevereiro de 2008 às 22:15
Agradeço as suas amavéis palavras e se vindas de qualquer pessoa seriam importantes vindas de um conterrâneo (apesar de não ter nascido naquela pequena aldeia fui para lé ainda bébé e é aquela a terra que trago no coração) são de um valor incalculável.
Fui ao seu blog, claro, gostei do que li...a Ti Libania... figura incontornável, carismática e inesquecível.
Obrigada uma vez mais pelas suas palavras.
De Filipe M. Costa a 2 de Março de 2008 às 02:19
Gostei realmente do poema. Para mim, é um dos sérios candidatos a ganhar o concurso.
É bastante rico em vocabulário, combina bem sentimentos e sensações, transmite harmonia, perfeição...
Dá gosto ler! Parabéns!
De Hisalena a 5 de Março de 2008 às 23:06
Agradeço de coração a gentileza das suas palavras.
Obrigada!
De cfelismina costa a 6 de Fevereiro de 2010 às 00:14
também gostei da sua poesia!
sinto o que sente pela terra em que vive, pois também amo assim a minha terra, mas gosto mais de escrever livremente, ao sabor do que sinto, sim, mas rimando quando o sentimento encontra as palavras:
mas quem sou eu?
ninguem na poesia!
apenas faço o que sinto, sem escola, portanto sem regras... livremente!
permita-me que lhe mostre um pequeno poema meu, sobre a minha terra:

(Santa Luzia)

Vem-me à memória constantemente
A terra onde nasci!
Ruas, gentes, Invernos, Primaveras
Flores, que nasciam para mim!
vem-me à memória cada dia
Os dias da infância, com tudo o que tive:
Família, amigos, espaços:
A terra e os astros!
Não se nasce por acaso, em determinado espaço!
Fomos feitos, para nascer ali:
Só assim se explica,
Porque nos fica no corpo e na alma,
Uma saudade funda, que nunca se cala
e nos leva ali!...

Felismina Costa



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