Sábado, 15 de Dezembro de 2007

(11) Minha Aldeia Entre Montanhas

Minha aldeia entre montanhas

 

Será que o sol nasce todos os dias por entre as montanhas que protegem esta minha aldeia que foi a vida de várias gerações? Ainda vejo pessoas que desandam por entre ruas estreitas e se tocam ocasionalmente, cheiros que se cruzam e se misturam, olhares que se perdem no tempo e na imaginação, vejo o passado o presente e o que será o futuro destes seres que se tocam ocasionalmente por entre ruas estreitas. Sol que aquece montes e vales, faz transpirar as suas roupas pesadas que escondem corpos de peles usadas sedentas de serem exibidas para olhos calmos e tocadas por dedos sedosos. Vejo ruas desgastas, pisadas por pés descalços cansados de caminhar sobre um chão duro que por vezes faz doer até o próprio rosto, vejo ainda ruas de paredes tortas feitas por mãos calejadas por palavras frias ditas em dias escaldantes. Vejo ainda ruas estreitas que em breve deixarão de ser pisadas por esses pés e tocadas por essas mãos e por outros pés e por outras mãos, mas ocupadas apenas por orvalhos, borranhos, chuvas, ventos, nevoeiros, neves... 

Será que o sol  continuará a nascer todos os dias por entre as montanhas que protegem esta minha aldeia de ruas estreitas onde pessoas ainda se tocam ocasionalmente?

 

eu ljs - Luísa Santos

publicado por poesiaemrede às 01:23
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3 comentários:
De yodleri a 8 de Março de 2008 às 17:33
Era fixe se elas ainda se tocassem sem ser "ocasionalmente"!
De luísa santos a 10 de Abril de 2008 às 10:17
acredito que o futuro nos traga novos contactos sem que sejam ocasionais.
De yodleri a 8 de Março de 2008 às 17:35
Era fixe se ainda se tocassem sem ser ocasionalmente!

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