Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

(75) Numa Aldeia Adormecida...

Numa aldeia adormecida…

 

Numa aldeia adormecida,

Em dia de tempestade,

A Senhora na Azinheira pousou,

Às três Crianças falou.

 

A sua dor ao Mundo partilhou,

Ao fim da guerra suplicou.

Sobre a aldeia de Fátima,

O sol bailou e a esperança pousou.

 

O povo gritou,

 Mergulhado na miséria,

Suplicio de dor,

Num País ditador.

 

Sobre a Terra de Fátima,

A Senhora o Mundo abençoou,

Com seu Amor de Mãe,

Da guerra nos salvou.

 

Fátima Terra de Fé,

 Arrastas multidões,

Em tantas gerações,

Iluminadas pelas suas orações.

 

Fátima Terra de Fé,

Pequena aldeia adormecida,

Que agora não é esquecida,

Unes nações e abraças as religiões.

 

 

Ana Guedes

 

publicado por poesiaemrede às 23:56
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

(72) Um dia na minha Terra

Um dia na minha Terra

 

Era pequena e sonhava,

Gostava de animais,

Da terra onde vivia,

Do ar puro,

Das flores,

De brincar,

Do sol que entrava na minha janela.

Era pequena  e sonhava .....

Mas o tempo foi passando,

A vida mudando,

Mas ainda continuo na minha casinha,

Pintada de branco e amarelo.

Tenho um quintal e tenho em redor as mais belas paisagens que se pode ter.

Não só o céu azul, o manto verde do campo e as flores,

Mas sim o encanto e a beleza  que  me ilumina todos os dias.

Talvez não esteja no sítio mais belo,

Mas encontro o silêncio e a felicidade.

Acordar de manhã e respirar um ar tão majestoso

É para mim a liberdade e um infindável bem estar.

Um dia na minha terra será perfeito quando conseguir pintar a beleza de uma paisagem

E será para sempre a mais bonita lembrança que tenho da minha aldeia.

 

 

 

 

 

 

 

                                                 Patrícia Caldeira

 

publicado por poesiaemrede às 23:06
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

(70) Um Suspiro!

Um suspiro!
Um suster desse cheiro
que me agrada...
Esse volver de terra
que se sente
no calor que emana
do chão molhado,
que piso docemente,
e que amo,
com o amar de séculos,
como se sempre aqui
eu tenha estado,
neste chão
que me inebria o pensamento
e que me enche o coração.
A ti volto, em ti busco
o aconchego de meu ternurento lar
e de minha dourada infância...
Só tu conheces
pela Vida, meu caminhar,
meu doce chão, eterna terra
de meu sonhar...

Anónimo
publicado por poesiaemrede às 21:17
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

(56) A Praça

A PRAÇA

 

Rejuvenescida e vivaça

Ex-libris da cidade

Tão bela está a Praça

Nosso orgulho e vaidade

 

Acolhedora e colorida

Espraiam-se nela esplanadas

Buliçosa e envolvida

De gentes refasteladas

 

Agradável a quem passa

É o coração da cidade

A nossa tão velha Praça

Respira graciosidade

 

Sala de visitas de Leiria

Alegre e irrequieta

De todos é companhia

Até do Rodrigues Poeta

 

Em tempos rosa perdida

Que por milagre e graça

A Rainha Santa deixou caída

E se transformou em Praça

                                                              
                                                    Isabel Batista

publicado por poesiaemrede às 00:45
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

(54) Moçambique

 

MOÇAMBIQUE

 

Pedaço de terra africana

Pedaço de liberdade

Terás tu, para quem te ama

Paz , Amor, Verdade?

 

Abandonei-te!

Abandonaram-te!

 

Pedaço de terra africana

Agora que te libertaste

Pergunta a quem te ama

Quanto te sacrificaste?

 

Sangue e dor se misturaram,

Do branco, negro e mestiço.

Agora que a ferida sararam

Para que valeu tudo isso?

 

Terás tu, para quem te ama

Paz,  Amor, Verdade?

 

Pedaço de terra africana

Pedaço de liberdade!

 

 

 

 Autora: Fátima Negrão

publicado por poesiaemrede às 03:40
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(53) Oh terra minha de encanto e esplendor

Oh terra minha de encanto e esplendor,

De terras bravadas nas tuas brumas deslizantes,

Rios de vitória, ouros de brilhante,

Douro, barcos de brisa infinita,

Sentimentos vivos e sentidos,

Toque penetrante da tua tão brilhante fantasia,

Oh Porto, meu navio fogoso, desse tão livre rancor.

É de ti que eu vivo, na noite caída, do vendaval da ira,

Cidade de tão íntegra imparcialidade, de astro fumegante,

Que floresce no peito agreste, brota alegria,

Oh terra minha de face de maresia.

 

 

 

Manuel Cartaxo

publicado por poesiaemrede às 03:37
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(52) Horizonte Brasileiro

Horizonte brasileiro

Olho o mundo ao meu redor
Vejo muita hipocrisia
Muitos se dizem honestos
Até assinam manifesto
Participam de protestos
Pra ganhar do povo simples
A confiança e a fé...
Fico triste e me apavoro
Revolto-me e me devoro
Isolo-me e então choro
De tristeza e comoção
De ver minha terra querida
Se transformar em ferida
Pelas unhas desses corvos
Que enganam o incauto povo
A cada nova eleição.
Aproveitam-se desta gente
Deste povo humilde e pobre
Que não tem no bolso um cobre
Pra garantir o seu pão...
Tentam comprar com cimento
Adobinho e Cesta Básica
A consciência do homem
Que bem sabe o que é a fome
No seu labutar diário
Com seu mísero salário...
Imploro ao povo sofrido
Que não se deixe enganar

valdeck
publicado por poesiaemrede às 03:29
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

(34) A Minha Aldeia

           

A MINHA ALDEIA

 

Recordo as moças da minha aldeia!

Aquelas danças de roda no cruzeiro,

Recordo todos os caminhos de areia

E os pássaros que cantavam no Loureiro.

 

Recordo a linda terra onde nasci

Retratada na tela dum pintor;

O anoitecer...onde os grilos num gri gri,

Entoavam para mim canções de amor.

 

Recordo o campo, os montes, os pinheirais;

Agora...apenas sinto a nostalgia

Da Mocidade que passei e não vem mais,

Onde o Recordar é uma triste Nostalgia!

 

                         TÓ...PATUDO

publicado por poesiaemrede às 00:40
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